quarta-feira, 11 de março de 2009

NARAU, O PRÍNCIPE


Em Masurca, contaram-me esta história passada há muito tempo:
Nádia, a Rainha e Rou, o rei, tinham um filho chamado Narau que estava perto de fazer os seus dezoito anos. Os seus pais já o tinham avisado várias vezes:
- Narau, estás quase a cumprir os teus dezoito anos e se não derrotares rapidamente a poderosa serpente Nagoá, a guardiã do espelho mágico que dá poderes aos reis e rainhas desta terra, não serás rei.
O príncipe, que não queria crescer, foi passear para a floresta. A meio do caminho reparou que havia uma placa no início da gruta que dizia: "Para o próximo rei!" Atrás da placa estava um bocado de papiro que tinha um pequeno texto escrito. Rapidamente Narau pegou no papiro e, como é óbvio, leu-o.
O texto dizia: "O próximo rei de Masurca terá de derrotar a serpente Nagoá, que está por detrás da porta mágica a guardar o espelho mágico que dará poderes a quem governar esta terra."
Atrás da carta, escrito a vermelho, informava-se ainda: "Quem o conseguir fazer irá emudecer!"
O príncipe regressou a casa e contou tudo aos pais. Eles, ao ouvirem aquilo, rapidamente mudaram de ideias e disseram-lhe:
- Não vás! Para fazeres isso terás de emudecer e nós não o queremos.
Mas o príncipe era muito astuto e, já convencido que tinha de o fazer, respondeu:
- Pai e mãe, eu estou disposto a fazer esse sacrifício por vocês.
E assim foi...
Narau fez dezoito anos, derrotou a serpente mágica, ficou com os poderes do espelho mágico e ganhou a coroa real.
E como a fé foi muita conseguiu recuperar a fala para o resto da vida.


Inês Carvalho
Maria Inês Romero
Mariana Batalha

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CLARO QUE TENS PRENDAS!


Numa linda e calma véspera de Natal, o André estava no quarto.
- André, os avós já chegaram! Anda para a mesa! - disse a sua mãe que se chamava Adelaide.
O André fez o que a sua mãe pediu. Quando chegou à sala de jantar, foi ver se tinha alguma prenda debaixo da árvore de Natal. Ele não viu nenhuma prenda com o seu nome. Claro que ficou muito triste.
De seguida sentou-se à mesa e começou a jantar. A mãe reparou que ele estava triste e perguntou-lhe:
- O que é que tens André?
- Nada.
Assim que acabou o jantar, foi para o quarto pensar no que é que ia fazer. Entretanto, acabou por adormecer.
Durante a noite ele sonhou que ia falar com o Pai Natal.
Quando acordou foi isso mesmo que fez. vestiu o casaco e saiu de casa. Já na rua, encontrou o Pai Natal.
- Onde é que estão as minhas prendas? - perguntou-lhe o André.
- Eu acho que os teus pais esconderam-nas num sítio que eu não te posso dizer.
O André foi para casa procurá-las. Ele achou-as mas, claro, não as abriu! Ficou muitíssimo contente!
Às duas da manhã foi ter com a família para receberem as prendas.
Já pronto para "a melhor hora" (a das prendas), o pai e a mãe apareceram lá com cinco sacos na mão!

Mariana Batalha

MENSAGEM DA LUA



Terra, se queres ter Sol, diz aos teus habitantes para não poluírem. Diz que façam as seguintes coisas: não utilizarem sprays, não deitarem lixo para o chão nem para os rios ou oceanos, quando fizerem fogueiras não as deixarem acesas. Também não devem usar produtos químicos...
Não se esqueçam disto porque se não o fizerem ficarão sem Sol.


Inês Carrilho

SE EU FOSSE... uma gotinha de água



Se eu fosse uma gotinha de água
gostaria de viver no mar
onde passaria o tempo a nadar.
Seria evaporada
e das nuvens iria cair,
até chegar ao mar
e continuar a nadar.

Ficaria nevoeiro,
chuva, neve ou granizo,
mas depois nos rios iria viver
onde passaria o tempo a correr.

Vou correr e nadar
pelo rio e pelo mar
mas, se for preciso,
as pessoas vou ajudar.


Inês Carrilho

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O UNIVERSO E EU


Eu se fosse para o Espaço queria ir numa nave espacial conhecer galáxias e planetas distantes, que ninguém conhece. Ir a Marte, esse sim, foi o único sonho que me espantou. Chamam-lhe o planeta vermelho, o Deus da guerra. Ele é o meu planeta favorito. Plutão e Sedna são planetas anões, eles podem ser pequenos mas têm tesouros e segredos do tamanho de Júpiter.

O bruto do Sol, quer sempre mais calor e luz porque quer as suas utilidades. Europa, planeta e continente são nomes estranhos! Vénus planeta escaldante é o mais quente de todos, mesmo não estando perto do Sol. O nosso planeta (Terra) é o único planeta com vida. Mercúrio é o mais frio de todos. Saturno tem muito anéis à sua volta feitos de pó. Urano é um planeta muito misterioso. Neptuno, rei-do-mar, é um planeta que é completamente azul. E era isto que eu queria explorar: o Espaço.


Pedro Couto

O ASTRONAUTA DUARTE


Se eu fosse para a Lua, gostava de viajar na nave com todos os meus amigos. Vestíamos um fato espacial, branco, muito fofo e na cabeça púnhamos um capacete com viseira.

Primeiro dávamos uma voltinha por todo o sistema solar e, todos os seus planetas e estrelas, só depois aterrávamos na Lua. Íamos ser as primeiras crianças a pisá-la e a ver os seus vulcões, que da terra parecem buracos de um queijo.

Queríamos tirar a bandeira da U.S.A. mas não conseguíamos andar, havia qualquer coisa que nos fazia quase voar mesmo ligados por cabos. Depois de muito esforço lá conseguimos pôr a nossa bandeira mas apanhámos um grande susto quando uma grande bola de fogo vinda do ar bateu nas nossas cabeças. Era um meteorito...

Todo o esforço fez-nos ficar cheios de fome, voltámos para a nave onde tínhamos um almoço à espera feito de comprimidos à base de vitaminas e proteínas.

A seguir ao almoço brincámos na Lua a corridas de voo para ver qual voava mais rápido. Depois, cansados, voltámos para a nave para irmos dormir nas nossas camas.


Duarte Veloso

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TEXTOS E... MEDOS



MEDO DO QUÊ?

Afonso e José eram grandes amigos, que partilhavam brincadeiras ao ar livre. Ambos adoravam a natureza e estavam sempre a pedir aos agricultores seus amigos, para não usarem pesticidas.
José nunca se esquecia de limpar, ou lavar, a fruta antes de a comer. Por sua vez, Afonso cheirava as alfaces para sentir se as mesmas continham, ou não, pesticidas que tão mal fazem à saúde.
Foi então que um dia estes dois amigos começaram a sentir qualquer coisa a aproximar-se. José gritou:
- Uma cobra!!!...
Muito admirado, Afonso perguntou-lhe:
- Estás com medo de quê?!
Ao que José respondeu prontamente:
- É uma cobra! É uma cobra! É uma cobra…” e era só o que o pobre do José conseguia dizer.
Afonso resolveu ajudar o amigo, informando-o:
- Sabes… as cobras já aqui habitavam antes de nós cá chegarmos. Este é o seu habitat e território. E nós apenas o estamos a invadir!
José, ainda cheio de medo, perguntou:
- Mas como é que tu sabes isso?”
Ao que Afonso respondeu prontamente:
- José! Tu não lês livros? Ou não vês programas de televisão sobre a natureza? É assim que eu me informo!
E foi desta forma que José ultrapassou o seu medo por cobras. Ele compreendeu que temos que respeitar a natureza e o meio ambiente.


Miguel Garção Pires